terça-feira, 1 de agosto de 2017

Visão

Uma pomba branca
Atravessou o meu caminho
Hora acredito que estou a segui-la

Más a saudade
É um caos na memória
Olhando para tráz
Desacelero o passo

Vejo o voo lento da paz
A realidade me atropela na calçada

A dor que me fere
É do amor que partiu
Buscando o seu próprio destino.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Palavrosa Mutação

Sua acridoçura libertada
Atravessa contribuindo com o mundo
Esplendida terra babilônica
De eterna ligua de água

Origem escavada no fogo
Uma lábia que impressiona
Imaginam entender suas palavras
Subtamente jogada sussurra agudos
Rio gigantesco supremo atravessas
Frequente nada a responder as correntezas

Contempla a beleza do livre-arbítrio
Naturalmente na arte é inspirada
Admiro sua empolgação nas descoberta
Viagens espaciais frente a lua
Encontrei no espaço lágrimas
Realidades e magias cósmicas convincentes.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Briza

Depois de tragar
O azul do mar
Cambaleou pela calçada
Fez xixi na praça

Sentou-se na posição de yoga
Chorou e sorriu alguns delírios
Despiu suas nuvens escuras
Dormiu em morna tempestade

Meu amor meu desespero
Em pleno voo desmoronando
O que faltou não foi carinho
A neta de Deus, filha da paixão e da loucura. 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Abominável


Abominável

Quanto era carinhosos
Seus apelidos íntimos

Pequenas necroses de violações
Brigas sem pedir perdão

Ao cair sem direção
Nenhum amigo apareceu

Apenas um socorro se quer
E o engano nos acompanha

Faltam abraços verdadeiros
Na maior parte da vida

Nunca algemas de caridades
Pois ninguém está isento da queda

Os anjos e tolos conhecem
O sabor do chão

A arte sem orgulho
Reconhece sua função

Missão sem desmazelos
Apenas imaginação

Um inventor de línguas novas
Tem canal sobrenatural

Dramas compreendidos humildemente
Humilhado e exaltado no mesmo instante


 

Anoni-mato

Seja anômalo
Esteja afastado
Observe um bocado
Apague seu rastros

Com descrição
Não faça perguntas
Nem me fale
O que é dever

Só os poetas
Fazem ao amanhecer
Inaugurando vestígios
Na noite transfere estrelas no céu

Encanta com delicada picada
Vacinas de atendente de farmácia
um beijo nos escritos antes de dormir
Porque viveu e não se matou hoje

Rastejou com os vermes
Sem se atirar de uma ponte
Suavesou desesperos maiores dos outros
Recusando falar a respeito

Porque a poesia ressalva
Cálculos tumores e abalos