quarta-feira, 15 de abril de 2015

Vigília

Andando pelo mar
Corpos espalhados no chão
Crianças como cão

Violência no asfalto
A noite engole a distração

Arrastando um caro amigo
Dependente de reforço

A caminho de Santa Tereza
Muros de pedras ladeiras sem fim

Sujos os dentes de carvão e capim
Espanta mal olhado
De um ladão a nos seguir

Roda o tambor
Sobre as casas velhas
Marcas nas portas da rua

Senta o dedo
Sem santo que proteja
Corre o matador adolecente

Abrigado no barraco frágil
Na vigília da esquina suspira
Tomando banho de bacia

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